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Artigos, Palavra do cardeal › 04/10/2017

Sínodo: caminho de uma Igreja em missão

Outubro é para a Igreja o “mês missionário”. Com muitas iniciativas, ao longo de todo este mês, a Igreja reflete sobre sua própria natureza e ação missionária, aponta para os vastos horizontes e desafios da missão e propõe gestos concretos de apoio ao trabalho dos missionários, como a coleta do “Domingo das Missões”.

Nossa Igreja precisa muito renovar-se na missão, de maneira a ser uma comunidade “em estado permanente de missão”. Não basta fazer missão de vez em quando, mas precisamos tornar-nos missionários sempre e em tudo o que fazemos. A consciência missionária deve impregnar todas as estruturas, iniciativas e momentos da vida eclesial. O Papa Francisco está a nos recordar isso continuamente. A dimensão missionária não é apenas “mais um departamento pastoral a ser trabalhado: ela é uma exigência permanente, que deve estar presente em tudo o que a Igreja é e faz”. E isso em todos os níveis – do universal ao diocesano e paroquial, ao comunitário e pessoal.

Isso requer uma mudança significativa na mentalidade católica, uma verdadeira “conversão pastoral e missionária”, como já orientou a Conferência de Aparecida do episcopado da América Latina e do Caribe, em 2007. Nossa ação e preocupação eclesial está por demais voltada para os que já estão “dentro” da Igreja. Presumidamente dentro, pois a maioria absoluta do povo católico apenas foi batizada, está nas “periferias” da Igreja, não participando da sua vida. Se olharmos bem, a maior parte das iniciativas e ações das nossas comunidades está voltada apenas para aqueles 15% ou 20% dos católicos que têm alguma relação mais próxima com a comunidade eclesial. Para os demais batizados, reservamos pouco tempo e poucas energias. Estão mesmo nas “periferias”.

A conversão pastoral e missioná- ria das nossas comunidades eclesiais precisa levar em conta as muitas ovelhas que estão fora do redil do Bom Pastor. Ele convoca a Igreja, “comunidade pastoral”, a seguir com Ele à procura daquelas muitas ovelhas que se perderam pelos caminhos da vida e já não acham mais o caminho de volta ao abrigo do Pastor. Assim compreendemos melhor as palavras do Documento de Aparecida, que orientam a fazer a passagem de uma ação pastoral de mera manutenção, para fazer uma pastoral decididamente missionária e evangelizadora.

Isso requer a verificação atenta daquilo que fazemos, como fazemos e que métodos usamos. Requer a avaliação e a revisão de muitas coisas em nossas paróquias, organizações pastorais e modos de trabalho. Mais que tudo, requer a conversão pessoal e comunitária ao Evangelho, para sermos evangelizadores com espírito e disposições novas, conforme o Papa Francisco orienta na Exortação Evangelii Gaudium. Não basta mudar estruturas, é preciso mudar o espírito das estruturas.

O primeiro sínodo arquidiocesano de São Paulo, que estamos preparando, é proposto como um “caminho de comunhão, conversão e renovação missionária” para toda a arquidiocese de São Paulo. Oxalá consigamos assimilar mais e mais essa nova consciência missionária, tão necessária à Igreja. É um sonho ver florescer um novo espírito missionário em todas as nossas comunidades e organizações eclesiais. Para isso, o caminho sinodal nos convida à tomada de consciência sobre o estado de nossas comunidades e sobre a situação dos católicos: alegres e confiantes em sua fé e na Igreja? Firmes e operosos na caridade? Preocupados e ocupados na evangelização e na transmissão da fé? Ardorosos no testemunho de Jesus Cristo e do Evangelho na vida pessoal e social? Participativos na vida da Igreja? Atentos à Palavra de Deus e às orientações da Igreja?

Na vida pessoal, não há conversão sem a tomada de consciência sobre a própria situação. Na vida da Igreja não é diferente: não haverá conversão pastoral e missionária sem a tomada de consciência realista e humilde sobre a situação eclesial e sobre a própria razão de ser da Igreja. O caminho sinodal tem o grande propósito de buscar essa conversão e renovação pastoral e missionária. Condição para alcançar essa meta é colocar-se a caminho, com generosidade e com fé, na ação do Espírito Santo e no poder da graça de Deus.

Que os santos missionários que nos precederam na Igreja em São Paulo, de São José de Anchieta até os nossos dias, intercedam por nós e pelo nosso sínodo arquidiocesano.

 

Cardeal Odilo Pedro Scherer
Arcebispo Metropolitano de São Paulo
Artigo publicado no jornal “O SÃO PAULO”, edição 04/10/2017




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