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Artigos › 17/04/2018

Quando o homem abandona a fé

Trecho da entrevista do jornalista alemão, Peter Seewald, com o Cardeal Joseph Ratzinger, (hoje Papa emérito Bento XVI), na época, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.

Peter Seewald: O Iluminismo criou a concepção de que, o processo da civilização, devia levar a humanidade, quase obrigatoriamente a desenvolver-se no sentido do que é verdadeiro, belo e bom; os atos bárbaros seriam, por conseguinte, impensáveis no futuro.

Cardeal Ratzinger: Constitui, por assim dizer, a estrutura de aventura da redenção que ela se refira sempre à liberdade. Por isso, nunca é simplesmente imposta do exterior ou cimentada através de estruturas fixas, mas está inserida no frágil vaso da liberdade humana.

Quando se julga que, o ser humano chegou a um nível superior, deve-se contar com que tudo isso possa voltar a desmoronar-se e a interromper-se. Diria que é precisamente essa controvérsia que é tratada nas tentações de Jesus; a redenção tem de ser alguma coisa que se encontra no mundo, cimentada como estrutura, e que depois se pode controlar de modo quantificável, neste sentido: todos receberam pão, agora já não haverá mais fome em nenhum lugar? Ou será que a redenção é algo completamente diferente? Porque está ligada à liberdade, porque não é nada que é imposto ao homem em estruturas, mas sim algo que volta sempre a dirigir-se à sua liberdade e que através dela também pode, até certo ponto, ser destruído.

Deus entra na História

Também temos de reconhecer que o Cristianismo voltou sempre a libertar grandes forças de amor. Quando se considera o que realmente entrou na História graças ao Cristianismo, é notável. Goethe disse: “Veio o respeito profundo pelo que se encontra abaixo de nós”. Na realidade, somente através do Cristianismo, desenvolveu-se uma assistência organizada aos doentes, a atitude de cuidar dos fracos e toda uma organização de amor.Por meio do Cristianismo cresceu, também, o respeito por todas as pessoas em todas as situações sociais. É interessante que o imperador Constantino, ao reconhecer o Cristianismo, tenha sentido-se na obrigação de modificar as leis para introduzir o Domingo como feriado para todos, e ele procurou garantir certos direitos aos escravos.

Lembro-me, por exemplo, de Atanásio, o grande bispo alexandrino do século IV, que narra, ainda a partir da própria experiência, como as tribos se enfrentavam com violência em toda a parte, até que, por meio dos cristãos, surgiu uma certa disposição para a paz. Mas isso são coisas que não estão garantidas por si mesmas através da estrutura de um império político. Elas podem, como observamos hoje, voltar a desmoronar-se.

Quando o homem abandona a fé, os horrores do paganismo regressam em força. Julgo que podemos, de fato, constatar que Deus entrou na História, por assim dizer, de modo muito mais frágil do que gostaríamos. Mas também, pudemos constatar que é a Sua resposta à liberdade. E se queremos isso e se assentimos que Deus respeite a liberdade, também temos de aprender a respeitar e a amar a fragilidade da Sua ação.

Por Canção Nova




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