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Palavra do cardeal › 30/04/2018

O Pastor e os pastores

O 4º Domingo da Páscoa é conhecido como o “Domingo do Bom Pastor”. Todos os anos, a Liturgia apresenta um trecho do “Evangelho do Bom Pastor”, no capítulo 10º do Evangelho de São João, além de outros textos alusivos a essa imagem bíblica tão significativa para compreender quem é Jesus Cristo para nós e para a humanidade inteira. 

Na Escritura, o binômio “pastor- -ovelhas” aparece em muitas passagens. O povo é comparado ao rebanho, ou às ovelhas ao redor do pastor, ou a “ovelhas que não têm pastor” (cf. Is 40,11; Nm 27,17; 1Rs 22,17; Ez 34,5; Zc 10,2). Numerosas são as referências aos “maus pastores”, que descuidam do rebanho ou procuram apenas seu proveito próprio (Is 56,11; Jr 10,21; 23,1; Ez 34,2; Jr 23,1; Ez 34,5). Com frequência, o próprio Deus é apresentado como o pastor bom, que toma conta do seu rebanho (Sl 23,1; 80,1; Is 40,11; Ez 34,23). 

Jesus identificou-se com a figura do pastor bom, que veio em nome de Deus para tomar conta do rebanho, cuidar, defender, procurar, reunir e conduzir o rebanho de Deus. Conhece as ovelhas pelo nome e é por elas reconhecido e seguido. Jesus também se refere aos maus pastores, que são mercenários e não cuidam bem do rebanho, abandonam as ovelhas no perigo e pensam apenas em si mesmos. Jesus identifica-se com o pastor bom, que ama as ovelhas até ao ponto de dar a vida por elas; e não se importa apenas com as que já estão próximas dele, mas também com as que andam dispersas ou ainda não conhecem a sua voz. Ele deseja que todas possam ouvir a sua voz e reunir-se ao único rebanho e no único redil, para terem vida assegurada (cf. Jo 10, 11-18).

Na celebração da Páscoa, a Igreja reconhece e proclama: Jesus Cristo é o bom pastor, que entregou sua vida sobre a cruz em resgate por toda ovelha. Ao mesmo tempo, Ele também é o cordeiro imolado, cujo sangue selou a nova e eterna aliança entre Deus e os homens. E proclama que Jesus ressuscitado é o pastor bom, que nos dá a vida nova no Espírito Santo. Pelo Batismo, lembrado de maneira tão eloquente na Páscoa, recebemos o Espírito da vida nova do Ressuscitado e passamos a ter parte, desde agora, na vida de Filho de Deus, que se dignou a tomar parte em nossa vida humana. 

No contexto das celebrações pascais, a imagem do Bom Pastor não é apenas poética e ilustrativa, mas fala do significado profundo da nossa relação com Jesus Cristo mediante a fé cristã recebida no Batismo. Jesus Cristo é o Salvador, aquele que em seu sangue nos redimiu para Deus. Conforme o querigma anunciado por Pedro, após a cura do paralítico, “em nenhum outro há salvação, pois não existe debaixo do céu outro nome pelo qual possamos ser salvos” (At 4,12). É por Ele que temos salvação e vida eterna. Por Ele também temos o acesso a Deus, não como estranhos e distantes, mas como filhos muito queridos e amados (cf. 1Jo 3,1-2).

A figura do pastor bom foi de grande valia para os primeiros cristãos compreenderem o motivo pelo qual Jesus entregou sua vida livremente pela humanidade e aceitou morrer na cruz: Ele o fez por um amor infinito pela humanidade e por toda pessoa. Esse amor o levou a enfrentar os piores sofrimentos para ir ao encontro da ovelha perdida e lhe estender a mão. Mas a ovelha perdida é cada um de nós. Ele não quer que ninguém se perca, mas que todos cheguem ao conhecimento da verdade e tenham a vida por meio dele. Na defesa das ovelhas e na sua dedicação a elas, Ele foi morto, mas ressuscitou para continuar a dar mais vida ainda às ovelhas. 

A consequência disso para a vida dos cristãos não pode ser outra: ser boas ovelhas do rebanho do Senhor; permanecer unidos a Ele e ao seu rebanho, que é a Igreja; não dar ouvidos a falsos pastores, mas somente à voz do pastor bom e obedecer-lhe; não pegar caminhos errados, que levam para longe do pastor bom, pois esses caminhos podem levar ao perigo do abismo, da fera brava e do ladrão… Quem deseja ter “vida abundante”, sem passar fome e sede espiritual, nem incorrer no risco de perder a vida eterna, deve manter-se unido a Ele e confiar nele. 

A alegoria do pastor bom fala também da missão da Igreja. Nela, Jesus continua a ser o Bom Pastor através daqueles que foram chamados a desempenhar o ministério pastoral. Não pode a Igreja ficar sem pastores, e estes devem espelhar-se continuamente no exemplo do pastor bom, vivido pessoalmente por Jesus. Mas a própria comunidade dos batizados não é apenas o “rebanho do Bom Pastor”, mas um “povo de pastores”, que participa do amor pastoral de Jesus pela humanidade. Por isso, através do envolvimento nas muitas “pastorais” da Igreja, todos também devem colaborar com a missão do Bom Pastor, “para que todos tenham vida em abundância”.
 

Cardeal Odilo Pedro Sherer
Arcebispo Metropolitano de São Paulo
Publicado em O SÃO PAULO, na edição de 25/04/2018




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