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Artigos, Palavra do cardeal › 13/12/2017

Novos céus e nova terra

No dia 14 de dezembro, o cardeal Paulo Evaristo Arns será lembrado, de maneira especial, na ocasião do primeiro aniversário do seu falecimento. Seu lema episcopal – “de esperança em esperança” – cabe perfeitamente no contexto litúrgico do Advento, que nos recorda com insistência a esperança cristã e aquilo que se relaciona a ela. 

Depois de ter transcorrido a vida na firme esperança fundada na fidelidade de Deus às suas promessas, para Dom Paulo já raiou o dia do encontro definitivo com o Deus da esperança, que não desilude quem n’Ele coloca sua confiança. Para Dom Paulo, a esperança cristã foi fonte de dinamismo e de discernimento no empenho evangelizador e pastoral e para sua luta contra os sinais de morte reinantes no convívio social. 

O mundo, ébrio de suas próprias realizações e posto sempre mais claramente diante de seus limites, é carente de esperança. O Papa Francisco vem recordando com frequência que os cristãos e a Igreja devem ser sinais de esperança para o mundo. “Não deixeis que vos roubem a esperança”, disse ele aos jovens na Jornada Mundial da Juventude do Rio de Janeiro. Aos sacerdotes, ele pediu, em mais de uma ocasião, que sejam sinais de esperança para o povo.

Não se trata de esperança meramente humana, baseada em vagos sentimentos ou desejos. A esperança cristã decorre de motivos sobrenaturais e está baseada no próprio Deus: Ele é veraz e não nos engana. Deus cumpre suas promessas. Mais que isso: Ele é justo e verdadeiro: não pode o mal triunfar sobre Ele. Quem confia em Deus e a Ele se apega não será confundido nem desiludido, participando, desde agora, da vitória de Deus sobre o mal e sobre tudo o que aflige o homem. A própria morte será vencida um dia e já não haverá mais choro, nem dor, nem lágrima, nem luto… Todas essas coisas passarão quando for alcançado o objeto da nossa esperança, não por obra humana, apenas, mas por obra e graça de Deus. 

Nesta vida, de muitas formas, buscamos a verdade, o bem, o amor, a justiça, a beleza, a alegria… O que conseguimos encontrar são fragmentos de tudo isso, que já nos deixam felizes e esperançosos de que não é vão nosso anseio. Nossa fé cristã está voltada para um futuro de plenitude, de realização completa das promessas de Deus e de satisfação das nossas buscas. A pregação de Jesus, no Evangelho, nos coloca continuamente diante da perspectiva do futuro, ainda por se realizar. São Paulo recorda aos cristãos de que “não cremos apenas para esta vida” (cf. 1Cor 15,19). Triste seria nossa fé se fosse apenas para nos dar um consolo momentâneo, ou servisse apenas para alicerçar uma moral centrada na perfeição formal do indivíduo, sem a perspectiva da comunhão com o grande Outro, capaz de plenificar nossa existência. 

O Papa Bento XVI, na encíclica Spe Salvi , sobre a esperança cristã, observa que uma das marcas mais preocupantes do nosso tempo é a indiferença em relação às promessas de Deus: o homem já não espera mais nada de Deus e nada espera, que não seja realizável pelo próprio homem…. Uma cultura e uma vida assim não têm horizonte… São Pedro recorda aos cristãos, um tanto desanimados e conformados com a vida presente, sem esperança em mais nada: “o que nós esperamos, de acordo com a sua promessa (de Deus), são novos céus e nova terra, onde habitará a justiça” (2Pd 3,13). Não é pouca coisa! A justiça, nesse caso, é a plenitude daquilo que Deus tem para nos oferecer e que nosso coração busca. Deus manifesta sua justiça, sendo veraz, fiel a Si mesmo e à sua palavra. A justiça de Deus também consiste em ser próximo e fiel à sua criatura, realizando plenamente em favor dela o seu desígnio de amor e misericórdia. 

A esperança assim fundada oferece motivos sólidos para viver de maneira digna e virtuosa neste mundo: “caríssimos, vivendo nessa esperança, esforçai-vos para que Ele vos encontre numa vida pura e sem mancha e em paz” (2Pd 3,14). A esperança sobrenatural é uma das dimensões fundamentais da vida cristã. Ela não nos impede de apreciar a beleza e a bondade das criaturas, nem a própria vida neste mundo. Ela não nos aliena das nossas responsabilidades pessoais e sociais: antes, pelo contrário, orienta-nos a viver com maior autenticidade, sem perder o verdadeiro foco de nossa existência. 

Nosso sínodo arquidiocesano deverá tratar da esperança cristã. Como discípulos missionários de Jesus Cristo e “testemunhas de Deus nesta cidade imensa”, deveremos ajudar o povo de nossa Metrópole a ter verdadeira esperança e motivos altos para viver.

 

Cardeal Odilo Pedro Scherer
Arcebispo Metropolitano de São Paulo
Publicado em O SÃO PAULO, edição de 13/12/2017




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