Highslide for Wordpress Plugin
Liturgia diária
Evangelho: 6ª-feira da 28ª Semana do Tempo Comum
Santo: São Pedro de Alcântara
Pastorais e movimentos
Infância MissionáriaInfância Missionária
Histórico

10850194_757784917649051_6593238137383958201_nOriginalmente a Paróquia Santa Ângela e São Serapião está ligada à construção de uma Capelinha em 1923. O terreno inicial foi doado pela família Gaiba. Dona Angelina Gaiba, esposa do Sr. José Gaiba, eram moradores do bairro de Vila Moraes, possuindo também diversas terras na região. Eles construíram a capelinha nos terrenos da família, e lá divulgaram a devoção à Santa Ângela, que dona Angelina trouxe da Itália.

Outros terrenos foram anexados ao original por doação do Cel. Silvério Antonio de Moraes, o qual junto com Gazzoti Aristodemo e José Gaiba, deu prosseguimento à construção da Capela, com a devida autorização da Cúria Diocesana de São Paulo.

Segundo o livro tombo da Paróquia, a Capela era cercada por um matagal, cortado posteriormente pelos antigos moradores. Esta primeira construção foi confiada aos padres da Paróquia Santa Teresinha, no Bosque da Saúde, até 1953. Neste ano foi fundada a Paróquia Nossa Senhora das Mercês, e a Capelinha Santa Ângela passou aos cuidados dos padres da Ordem das Mercês.

A presença dos padres não era frequente devido à distância, agravada pela falta de transporte e pelos morros que separam os dois bairros. Por isso, o povo de Vila Moraes e adjacências clamava por um padre que pudesse cuidar assiduamente da vida religiosa dos moradores da região.

Em resposta a tal apelo, o Pároco responsável pela Nossa Senhora das Mercês expediu um documento em 1955 que elevava o status da antiga capelinha à Capela Provisória, com capacidade para acolher 200 pessoas, e formava uma primeira comissão responsável pelo templo composta de diversos paroquianos conhecidos da região.

A partir deste momento, a comissão aplicou-se em verificar a situação da propriedade do terreno da futura Capela, questão resolvida pelo advogado da Cúria e pelo Sr. Dr. Moacyr de Moraes, Conselheiro da mesma Comissão. O presidente, Sr. Francisco Chemello Filho, priorizou a limpeza e conservação dos salões que haviam sido usados como escola e cuidou para que eles fossem anexados à Capela, com a devida autorização do benfeitor Moraes, que também dispôs todo o terreno em frente à Igreja, onde agora é a praça Santa Ângela, para os fins determinados pela mesma comissão e que redundassem em benefício para o povoado de Vila Moraes.

Desde este momento, tal comissão passou a arrecadar fundos para a construção de um templo maior. A princípio, o Sr. Dr. Moacyr de Moraes disponibilizou também um salão chamado Antigo Bar para que fossem guardados os objetos da Capela.

A arrecadação de fundos se deu de diversas maneiras, tais como livros-ouro, carnês, caixinhas de doações espalhadas pelos comércios da região e, especialmente, as quermesses.

Em relação às quermesses, apesar de terem como fim arrecadar fundos para a construção do Templo e sua manutenção, elas não demoraram a se constituir no principal lazer dos moradores do bairro, uma vez que eram frequentes e que atraíam para a região fanfarras, coros e parquinhos de diversão, todos convidados pela mesma comissão.

Dando-se início à campanha Pró-Construção da Igreja em 1955, a pedra fundamental foi lançada em 1º de maio de 1957, a partir da qual começou-se a construir o atual templo.

A construção principal se arrastou até 15 de julho de 1962, quando a Paróquia, criada em 21 de abril de 1960, foi devidamente instalada e o primeiro pároco, Frei Mário Fernandes, a assumiu.

O ritmo de tal obra variou de acordo com o volume de doações, passando por momentos críticos, bem como por momentos de especial generosidade do povo de Vila Moraes.

É fato que, apesar dos esforços da comissão, nenhum político ou homem influente contribuiu para a realização desta obra, cabendo todo o mérito da construção, segundo a graça de Deus, às pessoas pobres do bairro e algumas famílias um pouco mais abastadas.

A princípio, o meio de convocação do povo para os atos religiosos e para as

quermesses se deu através de rojões. Convencionou-se que quando as pessoas ouvissem três tiros de rojão, tratava-se do aviso de iminência da Missa. Mais tarde instalou-se um ampliador de som e, por fim, com a torre já construída, colocou-se um sino, que era tocado pelo Sr. Geraldo, zelador da Igreja, às 7 horas da manhã de domingo.

A devoção a São Serapião foi instaurada posteriormente no bairro de Vila Moraes por sugestão do Vigário da Nossa Senhora das Mercês. Como São Serapião tinha a fama de ser muito milagroso, a comunidade decidiu adquirir uma imagem sua e realizar ofícios religiosos pedindo para que a construção da Paróquia fosse concluída. Encomendou-se então a escultura e, em 11 de novembro de 1956, a imagem era recebida pelo povo em uma festa solene. Não somente a construção foi concluída como, desde então, ela tem crescido constantemente, física, social e espiritualmente.

Um outro fator importante neste princípio de uma comunidade organizada e ativa foi a organização de uma Associação Vicentina em Vila Moraes, o que se decidiu em uma reunião em 17/06/1956, com a presença dos seguintes senhores que levariam a obra adiante: Sebastião Ferreira da Silva, Vicente Pimenta, Aníbal Antonio Ferreira, Joaquim da Cruz Sampaio e José Alvarenga. Tal associação tinha (e ainda tem) por objetivo assistir os moradores mais pobres e carentes de artigos de primeira necessidade.

Desde o início da comunidade, a relação com outras entidades do bairro foi sempre intensa, mantendo-se contatos constantes com a Associação de Moradores da Vila Brasilina, bem como com as escolas da região. Tais contatos eram efetuados principalmente pela pessoa dos padres, que se sentiam responsáveis pela vida religiosa, mas também civil, do rebanho que lhes

foi confiado, tanto que a Igreja hospedou (e ainda hospeda) movimentos de alfabetização e cursos supletivos.

O primeiro pároco foi Padre Mário Fernandes, que assumiu em 15 de julho de 1962 e permaneceu até 1965, quando foi transferido para Bahia. Segundo relatos dos fiéis, era um homem forte e preparado tanto para o serviço do altar quanto para o serviço braçal, erguendo com suas próprias mãos a torre da Igreja. Imagem marcada descrita por um morador é o Padre Mário em cima de um andaime dando acabamento à torre enquanto sua batina preta balançava

ao vento. Seu trabalho pastoral vivificou a Paróquia, tendo em seu tempo diversos movimentos, tais como Cruzada Eucarística, para os adolescentes, Apostolado da Oração, Congregados Marianos, Filhas de Maria, além de ter organizado diversas quermesses, jogos de futebol, entre outras atividades. O povo o admirava de tal forma que providenciaram para que seu nome fosse dado a uma rua do bairro.

O segundo pároco foi Padre Francisco Xavier Iturrarán, mercedário, que tomou posse em 1965 e ficou até abril de 1979. Ele estabeleceu um conselho formado pelos membros da comunidade, que deliberam quanto às atividades a ser realizadas pela Paróquia.

Certo dia, o Pe. Xavier chegou e encontrou a porta da Igreja arrombada. Então disse que ninguém mais voltaria a cometer tal violência e passou a morar na Igreja, num quarto pequeno, que havia em cima da sacristia. Permaneceu aí durante 6 anos, pois ainda não havia Casa Paroquial.

Em outra ocasião a Prefeitura concedeu anistias às casas construídas ilegalmente na Vila Moraes, o que eram muitas. Contudo, o prazo para regularização era curto e se devia entregar três croquis das casas. Como o povo não tinha dinheiro para pagar, o Pe. Xavier, que era engenheiro se dispôs a fazer os croquis gratuitamente, contando somente com a ajuda de mais dois moradores para um volume absurdo de trabalho, o que os fez passarem várias noites em claro.

De abril de 1979 a setembro de 1979, a Paróquia permaneceu sem pároco, até que a administração da Paróquia passou da Ordem das Mercês à Arquidiocese de São Paulo, assumindo no mesmo ano o Pe. João Pinheiro, terceiro pároco. Ele permaneceu por pouco tempo, até dezembro de 1981, mas durante sua gestão, a casa ao lado esquerdo da Igreja, que até então era alugada, foi comprada e transformada em Casa Paroquial.

O quarto pároco foi o Padre Marcelo de Almeida, que assumiu em dezembro de 1981 e permaneceu na Paróquia até abril de 1983.

Já o quinto pároco foi o Padre Luiz Gonzaga Lobo, que permaneceu pouco tempo, assumindo como sexto pároco o Padre José Adriano. Na gestão deste último fundou-se a Pastoral do Menor em Vila Moraes, que procurava assistir aos necessitados, especialmente as crianças e jovens.

Em 1986, Padre José Gustavo Gonçalves tomou posse como sétimo pároco. Em seu tempo foi colocado o piso de pedaços de mármore, que foram doados pelas marmorearias do bairro.

O oitavo pároco foi o Padre João Cícero Freitas de Moraes, que assumiu em 7 de julho de 1988. O número de pastorais da Paróquia multiplicou sob sua gestão, inclusive o trabalho com os jovens, que passaram a organizar a Encenação da Semana Santa, atividade que totalizava 4 dias e era realizada em diversos pontos do bairro, seguida de muitas procissões.

Em sua administração foram trocados os vitrais da Igreja e a fachada foi alterada, substituindo-se o muro de 2 metros por uma grade, que dava mais visibilidade ao templo.

O nono pároco foi Padre Edson Donizete Toneti, que assumiu no dia 28 de abril de 1996. Realizou algumas alterações em relação à estrutura física da Paróquia, trocando o telhado, reconstruindo a Casa Paroquial e fazendo um novo salão. Durante sua gestão as pastorais cresceram e o contato com as demais entidades do bairro foi intensificado.

Em 2000, a Paróquia completou 40 anos como tal, já que possuía 77 anos como comunidade. Foi realizada uma grande festa, que abrangeu todo o povo de Vila Moraes e Vila Brasilina e em que houve diversas atividades culturais na praça, bem como apresentação da fanfarra de um dos colégios do bairro, Renovação, celebrações, procissões e outros eventos.

Em 12 de dezembro de 2001, assumiu a Paróquia o Padre Anísio Hilário. Em sua gestão, foram continuadas as melhorias Enquanto esteve à frente da Paróquia, a comunidade comemorou os 50 anos da instalação da mesma, no ano de 2010.

No que se refere à celebração do Jubileu, dentre outras atividades, o momento principal foi a semana iniciada em 18 de abril de 2010, com a missa presidida por Dom Celso Queirós, Bispo Emérito de Catanduva. Em 21 de abril da mesma semana, data em que se comemora o aniversário da Paróquia, houve missa concelebrada por padre Anísio, pároco, padre Sidinei Lang e padre Jose Lino Mota Freire. Enfim, no dia 25 de abril de 2010, recebemos a visita de nosso pastor Dom Odilo Pedro Scherer, que celebrou missa às 15h. Após a celebração, foi inaugurada uma placa que marca a visita do Arcebispo à paróquia.

Atualmente (2012), a paróquia encontra-se sob os cuidados pastorais do padre Éverton Fernandes Moraes.

Ainda estão na circunscrição da Paróquia Santa Ângela e São Serapião algumas outras organizações sociais e religiosas que cresceram com o bairro.

Uma delas é o Centro Assistencial Santa Ângela e São Serapião, que é responsável, em parceria com a Prefeitura de São Paulo, pela Creche Santa Ângela. Esta obra social funciona no espaço da Comunidade Imaculada Conceição, comunidade localizada na Vila Brasilina.

Outra obra social antiga no bairro é o Abrigo Rainha Izabel, que funciona na rua Eduardo Ferreira França com a rua Paulo de Moraes. Esta obra foi fundada em 1947, nascendo junto com o bairro, pelas Senhoras Graziela da S. Carvalho e Gilda Giannoti, e entregue em 1959 às Irmãs da Sagrada Família de Bordeaux. Ela sempre teve como finalidade abrigar senhoras desamparadas.

Ainda há a Capela Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento, na rua Divinópolis. No mesmo local fica o antigo convento das Servas do Santíssimo Sacramento que atualmente se encontra sob os cuidados da Companhia de Jesus.


Onde estamos
Largo Santa Angela, 22 - Vila Moraes São Paulo, SP (saiba como chegar)
Horários de Missas

Paróquia Santa Ângela e São Serapião

Segunda-feira, às 15h, Missa pelas almas;
Terça e Quinta-feira, às 19h30;
Sábado, às 16h;
Domingo, às 7h, 10h e 18h;

Toda primeira segunda-feira do mês, às 20h, Missa dos homens;
Toda primeira quinta-feira do mês, às 15h, Missa da saúde;
Toda primeira sexta-feira do mês, às 5h30, Missa do Sagrado Coração;
Toda última quinta-feira do mês, às 17h30, Adoração e às 20h, Missa da família.

Comunidade Imaculada Conceição

Quarta-feira, às 19h30;
Domingo, às 8h30.

Siga-nos