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Artigos › 08/06/2018

A forma como eu vejo o mundo me faz agir diferente?

Quando proponho a pergunta “como eu vejo o mundo?”, imediatamente imagino um adolescente respondendo: “Com os olhos”. É impressionante como o adolescente tem uma necessidade de dar respostas que ele tem certeza que são definitivas. O adolescente não pensa curiosamente sobre a pergunta proposta, porque não foi ensinado a refletir, a debruçar-se sobre uma pergunta, um texto ou sobre um fato de sua vida, e, assim, avaliar o que foi proposto ou vivido.

Os adultos não respondem como adolescentes, pensam em algumas respostas, mas não as verbalizam, porque veem o mundo como algo que pode ameaçar a imagem que ele constrói a respeito de si próprio.

A forma como eu vejo o mundo me faz agir diferente

A forma como vemos o mundo nos faz agir diferente. O adolescente responde para desafiar quem perguntou e a ainda diverte-se com a reação provocada em quem perguntou. Já o adulto não responde, porque teme não ser aprovado por quem perguntou ou ganha tempo elaborando uma resposta que possa livrá-lo da exposição social negativa.

E você, como vê o mundo?

Posso dizer que vivemos no mundo com alguns estímulos bem parecidos, mas não reagimos da mesma forma a eles. O ser humano vê o mundo a partir da sua história passada. Quando somos capazes de ver o mundo a partir da nossa experiência de vida, faz-se necessário entrar na nossa história e identificar fatos relevantes na nossa família, amigos, estudo, trabalho, o lugar onde nascemos, a cultura em que vivemos, os encontros que tivemos, valorizando os detalhes, deliciando-se com os erros que foram fundamentais no realinhamento da vida, com os acertos conquistados após a retomada, a valorização de uma nova conquista que em pouco tempo já não era relevante.

Quando olhamos para o mundo dessa forma, em pouco tempo estamos entendendo o que valorizamos, o que é para nós essencial; então, seremos capazes de pensar curiosamente, questionando, avaliando, refletindo e observando os acontecimentos com outro olhar. É muito bom desenvolver o nosso olhar, a nossa forma de ver a partir da nossa história. Como você foi capaz de sofrer, chorar, empenhar-se para conseguir o que, hoje, já não é mais importante para você. Como você paralisou sua vida, julgou-se, inferiorizou-se ou supervalorizou-se por ter conseguido.

Hoje, o que isso representa para você?

Precisamos aprender a dar sentido à nossa existência e, a partir da análise da nossa história, criar um juízo ético. Assumir a responsabilidade da nossa existência, deixando de culpar os fatos e as pessoas pelo que acontece na nossa vida, olhando para nós como alguém que quer e pode, com responsabilidade, ser diferente dos outros, mesmo que eles não nos apoiem nem valorizem.

Como você olha para Deus? Avalie o que lhe falaram a respeito de Deus. Avalie como sua família e amigos se relacionam com Deus. Ou eles nem falam de Deus, e se referem muito a Jesus ou ao Espírito Santo.

Agora, seja curioso, olhe a sua historia: você já teve uma experiência com Deus, Jesus, Espírito Santo? Experiência é experimentar, sentir, tocar, um encontro pessoal. A experiência gera em nós mudança. A experiência com Deus gera mudança no  sentido que damos a nossa vida e muda profundamente a forma que vemos o mundo.

Quando eu avalio a história de vida, da sociedade em que vivo e a experiência com o Deus Vivo e Todo-Poderoso, muitas coisas irão mudar na minha vida. Faça a experiência: pare, olhe para sua vida, avalie-a criativamente e observe mais a si nesse momento. Escreva o que foi lembrando enquanto estava lendo. Enquanto eu escrevia, observei-me, e isso fez toda a diferença.

Cláudia May Philippi




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